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The Dance of Creation

Spring is in the air here in the mountains of Portugal, signalled by the bright yellow blossoms of the mimosas. The warm February sun is summoning the symphony of singing sap and burgeoning buds are breaking forth from the fecund earth. Oh how I love Spring, I can feel my blood quickening to the pulse of Creation’s new dawn as Life begins its ascension from the dark replenishing rest of winter…YYYEEESSS!!!

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Almond blossom is here!

There is so much to do and so many new things that I want to do and explore and there is never enough time in the day. But I am a blessed and happy man because to open the floodgates of one’s soul to Life’s Creative Stream and be overwhelmed is to live in the current of ecstasy.

And I have had an added Spring in my step since I finally got dear Antonio the wooden spoon maker, from whom we bought half the farm, to finally show me the boundaries after badgering him for a year …and, lo and behold, we have much more land than I thought, including the land adjoining the huge gushing waterfall, the first of many that flow down the gorge of Fraga da Pena.

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Portuguese Zen and the Art of Wooden Spoon Making

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So is this where the border is Antonio mais o menos?

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Is the border where that cork oak is or that large slate stone?

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So my recent days have been filled with the sensations of Spring and Creation and Waterfalls…

On the subject of the wonder of Creation and Creativity, someone who visited the quinta asked me the other day what I meant by the “Awakened Life” Project, and I said it had a lot to do with creativity. But not just the creativity of art, or music, of doing something creative, but the art of being and living as an ongoing creative act.

When one pursues one´s deepest longing with singular intention at some point the context of Life undergoes a profound shift. This shift occurs at the root of one´s perception of reality. While before one experienced the flow of events as originating elsewhere, one now experiences oneself as being at cause. One finds oneself swimming in and moved by great universal forces of inspiration and passion that far transcend one´s personal sense of self. Then the experience of living takes on a mythic and magical hue as a wondrous dynamic of “participation mystique” begins to unfold between self and world, between the perceiver and the perceived.

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When I gaze at the mountain stream that rushes through the valley or sit awestruck before the cascading raw exuberance of the waterfalls, it is the energy of ever moving, elemental unrestrained life force that they echo back to me in an instantaneous fusion of recognition. Life shouting “Wake up, I am here, I am ungraspable, I AM…a flux of ungraspable white incandescence!”

To make ourselves available to this awakened life stream all we have to do is free ourselves from assumptions, beliefs, and systems that keep our consciousness bound up. This is not always easy but, if we are committed to it, is a fascinating ongoing adventure of evolutionary learning.

We are here to expand and grow and reach and flow but most people, it seems to me, keep pushing the same heavy rock uphill for years and years, and maybe even lifetimes. They try to make the best of a mediocre situation and call it ´normal´ or say, “I’m just doing the best I can”. But if they are lucky eventually they realize they want to take another path. They realize they have to break out. They realize that Life is waiting and they have to meet it.

The Awakened Life is that path.

An Awakened Life is a truly creative life.

It is not a flight from life into the ´spiritual´ ethers. It is the ongoing discovery of oneself as a portal for the great cosmic dance of Creation. How to open up to, and allow oneself to be reconfigured by, the vast exploding cosmos of possibilities? Or, as my dear friend Nathan recently put it, how to translate the call of Consciousness into actuality through the cerebral patterning of a human brain? Definitely an endless stretch but what could be more compelling?

This doesn’t have anything to do with most notions of what “spiritual” means to people. There is no sublimation of self. No self-conscious cultivation of virtue. No regime of self-improvement. No self-sacrifice to a great Other. On the contrary, reaching for the Awakened Life is reclamation of our original power. But not the egoistic power of control or the self-aggrandizement of wanting to attain some final state of “enlightenment”. It is the power of Life, of Love, of Consciousness released in and through our own being. We have to get out of our own way. Something extraordinary wants to happen here. Because Life is Extraordinary, just look at the miracle of Spring for starters! Then our Lifeblood flows like a river cascading down a waterfall in sparks of white incandescence.

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It shouts Freedom, Independence, Choice, Energy and Adventure…

It shouts YES and it shouts NOW!

Love Pete

A Dança da Criação

A Primavera está no ar. Aqui, nas montanhas de Portugal, o quente sol de Fevereiro chama a sinfonia da seiva melodiosa e as flores despontam da terra fecunda.

Oh, como adoro a Primavera! Posso sentir o meu sangue a correr veloz no pulso da nova luz da Criação, ao mesmo tempo que a Vida inicia a sua ascensão do escuro descanso do Inverno… SIIIIM!!

Há tantas e novas coisas que pretendo fazer e explorar, mas nunca há tempo suficiente para tudo durante o dia.

Porém, sou um homem abençoado e feliz, pois abrir as portas da torrente da alma ao rio criativo da Vida e sentir um bem-estar constante é viver em contínuo êxtase.

E recebi uma «Primavera» acrescida, desde que o António – artesão de colheres de madeira a quem comprámos metade da nossa quinta – me mostrou, finalmente, as fronteiras da nossa terra, após um ano de espera… e, reparem bem, é bem maior do que pensávamos. Na fronteira da nossa terra temos uma grande cascata, a primeira de muitas que formam o desfiladeiro da Fraga da Pena.

Os meus dias são, assim, preenchidos pela contemplação da Primavera, da Criação e das Quedas de água.

Um visitante da nossa quinta perguntou-me o que significa Projecto de Vida Desperta, ao que respondi estar muito relacionado com a criatividade. Não apenas com a criatividade artística, musical, ou seja, com o facto de se realizar algo criativo, mas sim com a arte de Ser e Viver como um acto criativo contínuo. Quando alguém persegue o seu propósito pessoal até aos limites, o contexto da Vida atinge uma mudança profunda e esse alguém dá por si a nadar e a mover-se por grandes forças universais de inspiração e paixão. A experiência de Vida assume um tom mítico e mágico, já que uma incrível dinâmica de participação mística ocorre entre o Eu e o Mundo.

A pessoa não está mais separada do movimento da Vida. Este movimento torna-se, pelo contrário, uma extensão do próprio Ser.

Quando olho para a ribeira que se apressa pela montanha até ao vale, ou me sento fascinado ante a exuberante e rara cascata e o poder das quedas de água, ecoa dentro de mim a energia deste movimento eterno e da elementar força da vida selvagem numa fusão e reconhecimento instantâneos. É a vida a gritar: “Acorda. Estou aqui. Sou firme, Sou… um fluxo de branca incandescência!”

Para nos tornarmos aptos a receber esta torrente do despertar da vida, precisamos apenas de nos libertar de presunções, crenças e sistemas que prendem a nossa consciência, nem sempre fácil, mas sem dúvidas uma fascinante e contínua aventura de aprendizagem e evolução.

Existimos para nos expandirmos, crescer, atingir objectivos e fluir. No entanto, a maior parte das pessoas, parece-me, carrega a mesma pedra pesada pela montanha acima durante anos e anos ou mesmo durante toda a vida.

Acomodam-se ao melhor de uma situação medíocre, chamando-lhe de “normal” ou dizendo simplesmente: “Tento fazer o melhor que posso”. Porém – se tiverem sorte –, aperceber-se-ão, eventualmente, que querem seguir um caminho diferente. Entendem, então, que precisam de quebrar com o passado…

A Vida Desperta é esse caminho.

Uma Vida Desperta é uma verdadeira vida criativa.

Não é um voo da Vida para os céus espirituais. Para mim, trata-se da descoberta contínua do próprio Ser como um portal para a grande dança cósmica da Criação.

Não tem nada que ver com o que a maior parte das pessoas entende por Espiritual. Não se trata de uma sublimação do Ser. Não há promoção da virtude. Não há regras para a evolução do indivíduo. Não há sacrifícios individuais em prol de um Deus maior ou Outro ser superior. Pelo contrário, seguir uma vida Desperta significa reclamar o nosso poder original. No entanto, não entendamos isso como um poder egoísta de controlo ou de auto-exarcebação em busca de estado iluminado final.

O Um dá por si a cavalgar com o poder da vida, da Consciência libertada no e através do próprio Ser. É o apelo para deixarmos o nosso próprio caminho. Algo de extraordinário pretende acontecer aqui, pois a Vida é Extraordinária e, para começar, basta observar o milagre da Primavera. O sangue da nossa vida flui como um rio, desenhando cascatas em flashes de branca incandescência.

E grita Liberdade, Independência, Escolha, Energia e Aventura.

Grita SIM e grita Agora!

Muito Amor,

Pete

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