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Don’t think… DO IT! Não penses… FA-LO!

There I was, staring in the face of my nemesis. The conditions couldn’t be more supportive and encouraging and yet, for some reason, I froze. It was around the 20th of October, the sky was clear and the sun was high. I had been looking forward to this moment for quite some time but part of me was still stuck in the past, afraid of some irrational and unlikely possibility…

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I can’t recall how I first found the Awakened Like Project online but I knew from the moment I learned about it that I wanted to visit. The beauty of the land, the clear positive vision and the indomitable determination of its people spoke to me in a language that I’m still learning but that made perfect sense, common sense. And from the moment I arrived and, guided by Pete, stared at the valley from above in the twilight, I knew I was standing somewhere special and very unique in its newness.

My month at the quinta flew by as time quickly filled up with meditation, chicken coup building, savouring wholesome food, grape juice making, lavada cleaning, standing in awe at the sun rise, vine pruning, trying to get the generator working, listening to the waterfalls and birds, translation, picking donkey poo, learning about permaculture, admiring some new and wonderful bug, washing up, watching Lola (the cat) terrorize her peers tirelessly, eating chestnuts (hmm), mind expanding conversation and etc. And yet, the month felt like one single indivisible experience in some sort of parallel universe where time stands still and even the smallest task carries the importance and attention it deserves.

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But this experience comes at a cost. The cost of realizing that life can be meaningful, fulfilling and rich. The cost of letting go of the comfortable mediocrity. The cost of being challenged and pushed beyond our self imposed limits. And most of all, the cost of leaving and going back to the mundane, routine driven reality where superficiality is worshipped and depth has been forgotten. However, what first appears as a hefty cost, quickly turns into a precious jewel as it provides an anchor for what’s possible. A point of reference to return to when all seems lost and hopeless. The foot in the door of infinite possibility.

And as I stood there, by the waterfall bank, preparing to jump into the most crystalline water I had ever seen, although I hadn’t taken the plunge yet, I had already learned my most valuable lesson, as Pete shouted — don’t think… DO IT!

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Não penses… FA-LO!

Lá estava eu, a olhar para o meu nemesis. As condições não poderiam ser mais propícias e incentivantes e, mesmo assim, por alguma razão, congelei. Foi por volta de 20 de Outubro, o céu estava limpo e o sol estava alto. Há algum tempo que ansiava por este momento, mas parte de mim ainda estava preso no medo do passado, de alguma possibilidade irracional e improvável.

Não me lembro como encontrei pela primeira vez o Projecto Despertar a Vida na internet, mas soube desde o momento em que aprendi acerca dele que queria visitar. A beleza da terra, a visão clara e positiva a determinação indomável do seu povo falou-me numa língua que ainda estou a aprender, mas que fazia todo o sentido, o senso comum. E a partir do momento em que cheguei, guiado pelo Pete, olhei para o vale no crepúsculo, sabia que estava num lugar especial e muito único na sua novidade.

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O meu mês na quinta voou á medida que o tempo rapidamente se preencheu com meditação, a construção do galinheiro, saboreando a alimentação saudável, a fazer sumo de uvas, limpeza da lavada, a ficar de boca aberta a ver o nascer do sol, poda de videiraa, a tentar consertar o gerador, a ouvir as cataratas e pássaros, a traduzir, a recolher bosta de burro, a aprender  permacultura, a admirar algum bicho novo e maravilhoso, a lavar a loiça, a observar a Lola (o gato) a aterrorizar os outros da sua espécie, a comer castanhas (hmm), a ter conversas que expandem a mente e etc. E mesmo assim, o mês passou como uma experiência singular e indivisível, numa espécie de universo paralelo onde o tempo parou e mesmo a tarefa mais pequena tem a importância e a atenção que merece.

Mas esta experiência vem a um custo. O custo de perceber que a vida pode fazer sentido e ser enriquecedora. O custo de abandonar a mediocridade confortável. O custo de ser desafiado e empurrado para além dos limites impostos a nós próprios. E acima de tudo, o custo de voltar para o mundano, a realidade conduziada pela rotina, onde a superficialidade é adorada e a profundidade do significado da vida foi esquecida. Entretanto, o que aparece pela primeira vez como um custo elevado, rapidamente se transforma numa jóia preciosa, pois proporciona uma âncora para o que é possível. Um ponto de referência para retornar quando tudo parece perdido e sem esperança. O pé na porta de possibilidades infinitas.

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E enquanto ali estava, na margem da catarata, a preparar-me para saltar para a água mais cristalina que alguma vez vi, embora não tivesse ainda mergulhado, já tinha aprendido minha lição mais valiosa assim que o Pete gritou — não penses… FA-LO!

Antonio Luis

One Comment

  1. Lizzie says:

    Beautiful words! Thank you very much, I really enjoy reading your blogs! x

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